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Longo Mas Nem Tão Tenebroso Inverno


Viajar é bom. Faz com que você conheça lugares novos ou visite lugares já conhecidos. Mas, o melhor nas viagens, mesmo em lugares já conhecidos, é que você sempre irá ver algo diferente e ter sensações diferentes.

Estamos em pleno inverno, férias, momento do friozinho gostoso e matar saudades. A muito tempo as férias são, para mim, o momento de ver amigos e familiares que não vejo frequentemente (além dos que convivo todo dia). Essas férias não foram diferentes. Bom, na verdade foram porque tenho que estudar (fiquei de recuperação e as provas são em Agosto), mas fora isso...

Estou agora em Extrema, sul de Minas Gerais, sentada na cama , 23:32h da noite do dia 14 de julho, escrevendo, no caderno velho que estou usando para estudar com meu pai (por isso eu fui pra São Paulo e depois fui carregada pra Extrema), um pequeno relato do que passei na minha viajem e que provavelmente será postado no meu blog (que deve ser onde você esta lendo isso agora). Se você está acostumado(a) a ler o que escrevo já sabe que são textos quilométricos, então...

Extrema parece maior do que da última vez. A cidade e a área industrial... Agora não é só a fábrica da Bauduco. É Kopenhagen e mais um monte de fábricas. E, não sei se pelo fato de não andar muito na cidade ou o que, a vista das "casinhas agrupadas logo ali do lado da estrada" está um tanto maior. A cidade tem exatamente 26.436 habitantes e realmente está bem maior do que eu imaginava e falava para os outros. Descobri, em um dos bate-papos com o pessoal da cidade (todos aqui são muito simpáticos e hospitaleiros e meu pai já conhece todo mundo por aqui), que agora os rodeios em extrema estão populares e crescendo como os de Barretos.

A área rural de Extrema é indescritível. É enorme, lindo e verde. Só. Ou tudo isso, depende do ponto de vista. Tem muitos morros e montanhas e a altitude acaba comigo, pobre alma praiana. Conversei 15 minutos com a Aliane no telefone a 30 minutos atrás e ainda estou ofegante.

Bom, mas a ideia inicial para esse texto enorme que estou escrevendo agora (e depois vou ter que digitar tudo no blog) era falar de saudades. Tenho muitos motivos para gostar de estar viajando. Por exemplo:

- Estou passando uns dias com meu pai;
- Estou matando a saudade do sítio, da cidade, das galinhas d'angola falando "tô fraco", do Ringo(um Fila que já está ficando velhinho) e da Menina (uma vira-lata que parece um Pastor Alemão) latindo durante a noite bem embaixo da minha janela (tipo agora), dos gansos, do pomar...
- Vi meus primos, um deles é uma menininha linda que vai fazer um ano mês que vem e que tem uma garganta fantástica para gritinhos agudos;
- Vi mais um monte de outros parentes que estava com saudades demais;
- Conheci lugares novos bem bonitos.

Mas, com todos os prós, duas semanas fora trás os contras. Estou morrendo de saudades da minha terra, minha mãe dando boa noite, minha vó cozinhando, minhas tias sendo minhas tias, o resto todo da familia, minha Mindy e minha Bolinha, meus amigos.

Todas as vezes que liguei pra casa nesses dias rolou uma gritaria generalizada do outro lado da linha. Sempre achei que o pessoal aqui em casa era meio exagerado no quesito saudades (dois dias fora e elas já estavam se matando). Então eu ri com isso. Daí, quase todo dia algum amigo mandava um SMS desesperado. Dai eu percebi que segurar o celular era, na verdade, esperar notícias, um telefonema.

Antes eu ria dos ataques de saudades. Agora me sinto como eles.

Acho que é porque estou acostumada a ficar muito tempo longe do pessoal de São Paulo, e agora estou muito tempo longe do pessoal de Santos. Por isso foi legal quando ouvi a voz do pessoal de casa e a da Aliane hoje. Foram como um aviso "já já você está em casa".

Então, o que posso concluir com essa história toda?

Poderia responder algo sentimental, profundo, melodramático (ou sei lá), tipo "sentir saudades é inevitável; você ameniza de um lado e cresce do outro", ou "passar um tempo com quem você ama e está longe é bom, mas sempre vai ter mais alguém longe", e ainda "não dá pra viver sem sentir saudades". Porém, essas foram frases bem ridículas, mas estou com sono, então relevem.

E também foi filosófico demais. Prefiro mais objetividade: É melhor NÃO ficar de recuperação na próxima vez!

Comentários

  1. HEUIAOUIEHSI eu ri com o final. "É melhor NÃO ficar de recuperação na próxima vez!" mt booom!

    Adorei a descrição das suas férias, queria eu estar em um sitio agora, hehehe. Você já deve estar voltando, mas não posso deixar de dizer para aproveitar o máximo, já que nao sabe quando vai voltar...
    Saudades de fazer parte da sua rotina lelets :// eu te amo!

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  2. euri bia HSKLAHKLS aah eu já voltei, eu postei isso ae quando voltei kk

    oun, saudades também bia :/ te amo <3

    ResponderExcluir

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