Pular para o conteúdo principal

Desculpe-nos o Transtorno

Já foi em algum lugar público em reforma? Eles sempre põe aquelas placas "desculpe-nos o transtorno. Estamos em reforma para melhor atendê-los".

Não! Não desculpo!

Porque, oi, eu vou em um lugar público para poder fazer todas as atividades que aquele lugar me proporciona. Só que quando aparece uma placa dessas, metade das atividades vai por água abaixo!

Ontem eu fui no shopping. Aquele lugar onde tem montes de lojas, restaurantes, pessoas, atrações, pessoas, vendedores chatos que te cercam cada vez que você entra em uma loja, pessoas. E o shopping que eu fui está passando por uma reforma.

Até a última vez que havia visitado aquele shopping, ele tinha um pedaço do último andar todo fechado. E, além disso, tapumes no teto da praça de alimentação (porque o arquiteto - ou engenheiro - genial que construiu aquilo fez o favor de deixar a praça de alimentação aberta para o parque das crianças, no andar de cima, que é onde eles estavam reformando. Imaginem o barulho desses dois ambientes, somados a um teto abobadado. Acústica horrenda) que abafavam o som, o que até foi bom.

Só que ontem eles tinham piorado ainda mais a situação.



Porque quando estavam os tapumes estava tudo bem. Haviam umas colunas aqui e ali para segurar os tapumes, mas dava para andar muito bem por lá. Só que agora, eles diminuíram dois terços do espaço da fila do cinema com mais tapumes. Eles fizeram a cafeteria praticamente fechar. Porque ela tem aqueles plásticos que se desenrolam e prendem no chão, que na rua são de metal. Eu esqueci o nome disso.

Enfim, eles puxaram o que fica BEM NA FRENTE da cafeteria, porque o tapume está colado ali. Isso significa que pra passar de um lado para o outro na praça de alimentação você tem que:

a) Entrar no cinema e sair;
b) Passar espremido por entre as mesas da cafeteria;
c) Dar uma volta no shopping novamente.

E, se você acha que isso é tudo, se engana. É, porque os caras conseguiram piorar muito mais as coisas.

Sabe as mesas de mármore, em que a mesa em si e as cadeiras são presas no chão? Pois bem, querendo fazer o shopping parecer mais chique, eles trocaram essas mesas por mesas de madeira (que ficam presas no chão) e cadeiras móveis. Eu não reclamaria dessa ideia, porque até que é legal, mas o problema é que eles conseguiram misturar DOIS tipos de cadeira, uma quadrada e uma redonda. E, além disso (sim, ainda tem mais), colocaram aqueles bancos que é uma coisa só com um encosto/parede. Eles são legais, se você colocar encostado na parede e eles terminarem no meio das suas costas.

Só que os que colocaram no shopping estão desordenados, ocupando lugar, fazendo um paredão no meio do caminho e são tão altos que as cabeças das pessoas encostam nele.

Então não podemos dizer que está exatamente bonito.

E o pior é que em cidade de praia é chover que vai todo mundo pro shopping mais próximo (ou mais "top"). E, como o shopping em questão é o maior e "o mais legal"... Aquilo tinha tanta gente que tinha gente pendurada no lustre, praticamente.

Ok, nem tanto. Mas quase isso.

Enfim, espero que acabem logo com isso. E que dêem um jeito na decoração tosca que colocaram lá. Se não eles não poderão tirar aquelas placas irritantes.

E desculpe o transtorno do abandono deste blog. Estou em aulas.

Ou não desculpe também. Eu nem ligo pra você... talvez.

Comentários

  1. Eu já disse que você é genial? Acho que já :/ Pena, então não sei o que falo ):

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

Peões

Hoje, somos peões.

Na grande batalha da humanidade por um passo a mais, um nível a mais em direção à utopia que imaginamos, nós somos os peões.

Há sangue. Há dor.

Há a busca pela aceitação. Somos um. Um grande pequeno pedaço de um enorme universo. Isso é lindo. Isso é esquecido. Enterrado abaixo de muita sujeira e palavras de dor, de culpa, de ódio.

Há busca pela verdade. Porque mentem e enganam, ou porque muitos se intitulam proprietários das respostas para tudo e aqueles que creem nessas respostas lutam cegamente por elas. Ou mentem e enganam e tiram dos outros tudo aquilo que têm.

Busca-se dignidade. Busca-se justiça. Busca-se orientação.

Há a destruição de tudo o que se vê. Tudo o que existe em perfeito equilíbrio na grande engrenagem da vida... desequilibrada, e não há remorso por isso. Há morte, há destruição e não há quem veja que destruir o meio é destruir a si.

Destruir o próximo é destruir a si.

Uma palavra de ódio. Um galho arrancado. Uma liturgia mal pregada. Um lí…

Então... Um Rosto na Multidão

Eu quero lutar. Você não vai me ver parar. Porque eu sei que o mundo precisa de mudanças e elas precisam começar de algum lugar, mesmo que seja por causas menores (ainda que não existam causas menores). Você não vai me ver desistir, você me verá batalhando.
Posso ser apenas mais um rosto na multidão, mas é exatamente isso que quero ser, porque é isso que uma multidão é: um monte de rostos, bravos, querendo algo mais. Então, venha ser mais um rosto na multidão ativista, e não na passiva. Seja mais uma voz gritando seus direitos.
Não é possível que você não se incomode. Mesmo que sua vida esteja boa, assim como a minha, que você possa estudar, ter seu emprego, ter sua comida, comprar suas coisas (não tudo o que você quer, mas uma coisa ou outra), não é possível que você olhe para o mundo em sua tv ou computador que você lutou para comprar e não sinta nada ao ver... ver como há pessoas que não tem comida e água e que estão doentes, ver pessoas na seca do sertão com o gado morrendo e cria…

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…