Pular para o conteúdo principal

Caminhos da Cidade

Ando pela cidade,
Não sem rumo,
Só saudade.

Ando pela cidade
Sem caneta,
Só guiado por palavras,
Palavras de qualquer idade.

Ando pela cidade
Sem minha tela,
Só cores
Me fazem ter cautela.

Ando pela cidade
Sem um script,
São os atos dos que atuam
Que me botam a sorrir.

Ando pela cidade
Sem meus flashes
Os faróis e postes
Já iluminam por aqui.

Ando pela cidade
Sem meu livro
É só olhar, com isso me contento,
Observatório de conhecimento.

Ando pela cidade
Só ando por aí
Calculando com meus dedos
Olhando a folha a cair,
Gravidade!
O vapor do que evapora a subir

Prédios que se erguem
Orgulhos que se perdem
Mas minha arte continua
Firme, forte
Nada abala aquela estrutura

Ando pela cidade
Sem pauta,
São os sons a zunir
Que vão me fazer sentir.

Na cidade tudo aflora
Na cidade tudo mora
Na cidade tudo vive, tudo morre
É um drama, é um porre.

É de noite, é de dia
Que agonia!
A vida de um artista,
Tanto faz a sua arte,
É só andar na cidade.

Ando pela cidade
Com um rumo, um caminho
O da arte.
Nesses versos, eu demonstro
Os caminhos da cidade.

Comentários

  1. awwwwwwwwwwwwwwwwwn, que fofa! *-* Amei, tem talento pra tudo. até pra poetisa! amo você

    ResponderExcluir
  2. perfeito ;D
    queria eu ter esse talento pra escrever, continua assim.

    ResponderExcluir
  3. A cada obra você evolui. É difícil você escrever nesse gênero, mas ainda sim não deixa de demonstrar o talento *-*

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

Eu odeio gripe

Sabe, eu poderia falar de muitas coisas. Poderia falar do aquecimento global, das eleições, das pessoas babacas... Mas não.

Vou falar da minha garganta.

Porque estava indo tudo bem. O frio estava chegando sem nariz escorrendo, garganta inflamada ou coisa assim. Eu ia montar um altar pra alguém (não sei quem, mas ia) em comemoração a isso, porque é um milagre eu não ter ficado com absolutamente nenhuma marca da mudança de tempo.

Mas então hoje, do nada, minha garganta ficou irritada.

Sabe quando fica difícil de engolir, coça, e parece que você poderia tossir para sempre? É assim minha situação agora.

Eu, pessoalmente, acho que é castigo. Porque, mentalmente, "caçoei" das pessoas que tinham ficado assim. Não foi bem um "ahaha, você está doente e eu não". Na verdade foi mais um "nossa, ele tá doente e eu tô na boa!".

E agora aqui estou.

E, sabe o mais cômico? Tá um frio do caramba e a única coisa que alivia minha garganta (comprovado por mim mesma ao longo do…

Real Demais

Caminhou tremulamente até a ponta. Olhou para baixo e viu o mundo. Estava tão no alto, tão superior às pessoas e carros minúsculos lá embaixo... Até os outros prédios pareciam pequenos. Resolveu sentar-se.

Sua espinha congelava enquanto se movia lentamente, para sentar-se. Precisou forçar tanto sua coluna para baixo que sentiu que ela era um pedaço de gelo quebrando-se. Seu braço estava arrepiado. Ela odiava alturas.

Não poderia arriscar olhar para cima, porque seria tão ruim ou pior. A imensidão sobre sua cabeça lhe causava arrepios, principalmente estando sentada em um lugar tão... instável. Se desequilibraria mais facilmente ainda.

Ficou parada um tempo, decidindo para que ponto olhar. Percebeu que manter a cabeça reta e os olhos baixos não lhe trazia aquela sensação... horrível. A cabeça girava, tudo ficava preto, o coração acelerava...

Tum. Tum. Tum.

Ela se virou e revistou a mochila. Tirou algo de lá e, lentamente, esticou uma perna para baixo. Depois se arrastou para frente co…

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…