14 novembro 2010

Baby, You Can Drive My Car

Fazia muito tempo que não vivia uma aventura digna de virar história. Aquelas aventuras bem ridículas, que nos fazem rir muito, tipo a do famoso "Chá de Cadeira". Mas então hoje aconteceu, finalmente. E, pela primeira vez, foi uma com meu pai.

Fomos dar uma volta no shopping, e não aconteceu nada demais lá (apesar de eu ainda odiá-lo. O shopping, não meu pai. Porque não superei aquela coisa tosca que fizeram com ele, que já comentei em outro post, naquelas reformas absurdas). O problema foi na saída.

Já viu a história do cavaleiro sem cabeça? É meio assustador, não é (pelo menos a intenção era que fosse)? Agora imagina um CARRO sem BATERIA. Não sei dizer se é mais ridículo ou mais assustador. Veja bem, se você estivesse lá ia dar umas boas gargalhadas, pelo meu ponto de vista.

Chegamos no G3, que é descoberto, e estava a maior ventania. Meu pai foi tentar ligar a pick up. Ela não pareceu nem tossir. De novo. Cof. Mais uma vez. Nada. Dai é que ele percebeu que tinha deixado o farol ligado.

Claro, porque simplesmente não podia dar tudo certo de uma vez. Porque será que as vezes eu sou tão... pé frio?



Ele ficou parado pensando e então resolveu procurar apoio no "Apoio do Shopping". Eu resolvi ficar no carro. Então meu pai volta, com um rapaz e um cara (que por acaso tinham ACABADO de estacionar ali do lado) para ajudar a empurrar o carro, pra ver se ele pegava. Então mais dois amigos deles e dois funcionários do shopping (os caras que ficam ali pegando seu bilhete e colocando na máquina, concertando a cancela porque ela parece nunca funciona direito) chegaram.

Parece que o Apoio do Shopping não queria cumprir sua função de apoiar ("só na hora que o shopping fechar", foi o que disseram"). Então, basicamente, os caras que deviam ajudar não ajudaram, e os que não tinham nada a ver com aquilo deram tudo de si para resolver o problema.

Enfim, meu pai entrou no carro e mais seis homens começaram a empurrar. Pra lá, pra cá, pra lá, pra cá. Eles fizeram o percurso de ida e volta pela pista umas dez vezes, com direito a gritos de "Vamo! Vamo! Vamo! Vamo!".

Dai meu pai desistiu dessa técnica e todos foram procurar um cabo pra ligar na bateria do meu pai e de algum outro carro aleatório. Dai os caras foram curtir o passeio deles, porque né.

E, do nada, meu pai virou e disse "já volto, vou arranjar o cabo". Um século depois ele volta com um cabo de verdade que ele comprou no supermercado. E dai foi mais uma coisa incrível pra conseguir alguém legal pra ajudar cedendo sua bateria. O primeiro carro não deu certo. Dai meu pai pediu pra mais dois, que estavam atrasados (aham, sei). E dai veio um carro enorme que dava até medo.

O carro do cara desligado já começou a carregar a bateria, pra você ter noção. Dai depois de usarmos a bateria do cara ele foi embora e eu fiquei toda torta (porque eu tive que me esticar do meu bando até os pedais) acelerando a pick up pra sei lá o que (eu não entendo de carro, desculpe) enquanto meu pai guardava as coisas em seus devidos lugares. Quando eu fui tirar a perna CLARO eu me arranhei legal.

Porque eu PRECISAVA finalizar com um arranhão daqueles bem ardidos.

Daí nós fomos embora. E o que posso tirar dessa aventura?

Primeiro: nunca confie no apoio do shopping; eles não apoiam nada. Segundo: tem uma escala, segundo meu pai, de pessoas dispostas a ajudar. Em São Paulo as pessoas xingariam ele, em Santos alguns são legais e vão lá te ajudar e em Extrema pararia até o cara com o cavalo pra te ajudar.

Ou seja, se você ver alguém com um carro morto no meio de um estacionamento de shopping, seja lá de que cidade você for, por favor, AJUDE-OS. A garota boiando ali no canto esfregando os braços pode estar MESMO com frio. O que significa que você pode emprestar o casaco pra ela, também.




Obs: o título está horrível mas estou a tanto tempo pensando em um sem nenhum sucesso, que é melhor deixar esse mesmo.

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