Pular para o conteúdo principal

Areia Fervente

Foi uma tarde ardente. A areia branca se revoltava ao toque da sola de seus pés. O calor subia com os grãos e descia do azul do céu. Gotas grossas de suor escorriam pelos seus corpos.

Subiram na rampa e foram até o pequeno expositor, mais para o centro da barraca. Eles logo começaram a fuçar. Ela foi mais delicada. Olhou os títulos, procurando pelo mais atraente. Devia chamá-la, devia adivinhar seu nome.

Era um volume velho, com a figura de um homem em fundo azul. Letras amarelas mostravam o título, "A Noite da Vingança". Ele sussurrou um chamado.

A garota esticou a mão lentamente e tocou a capa surrada. Um choque não passou pelo seu corpo, tampouco o cenário ao seu redor se dissolveu. Na verdade, tudo o que ela sentiu foi certeza.

Pegou o livro da estante, assinou o caderno de presença e enfrentou o sol ardente de verão novamente. Mas agora não havia mais sede, não havia suor, não havia cansaço. Ela tinha um novo companheiro, pronto para levá-la para outro lugar bem longe dali, onde não havia um oceano azul e areia branca fervente.

Comentários

  1. Nem sei sobre o que se trata tsc *-* Te adoro, Let. Sua linda *-*

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

Chá de cadeira

Se não quer tomar um, não leia. Eu falei pacas kk
Já ouviu essa expressão, chá de cadeira? É quando você fica muito tempo sentado esperando alguma coisa. Pois é. Ontem experimentei as delícias (ou não) de um chá de cadeira.
Guarda isso na cabeçinha. Arquivou? Beleza, vamos continuar.
Sabe quando você assiste aquele filme ou série de médico (tipo House, haha, amo) e você pensa "cara, como será que é trabalhar aí?!". Não digo na série filme, digo no hospital. Eu já pensei muito isso. Seria bem legal experimentar um corre-corre de hospital, ver como é um corpo humano DE VERDADE, sem esquemas em livros, ver médicos, ter os conhecimentos de médicos... seria tudo! Mas medicina não é pra mim, sabe, é tenso ter a vida de uma pessoa nas suas mãos. Muita responsabilidade.
Agora, lembra do que você tinha arquivado, do chá de cadeira? Não lembra? Ok, lê o começo do post de novo pra lembrar. Lembrou? Ok, então vem comigo.
Ontem fui com minha mãe para o hospital porque ela não se sentia …

A Música da Estrada

Lá estava ele novamente na estrada, caminhando tranquilamente e olhando ao redor. Na mão a maleta com o seu melhor amigo e companheiro de profissão: o violão. Não era nada demais, não. A marca não era daquelas mais caras e já não era tão novo. Mas cuidava tão bem do dito cujo... Sentava-se e limpava-o, afinava-o, olhava com paixão. Era o filho dele, a mulher de sua vida, seu pai, seu irmão. Era o mundo em suas mãos, ao seu comando.

Espera... Eu disse que o violão estava ao seu comando? Ah, nem o músico sabia quem comandava o que ali. Quando começavam com uma nota e não paravam nunca mais, ele tinha bastante certeza de que era um trabalho no qual os dois pensavam juntos.

O músico mandava apenas no caminho, pois era ele que tinha as pernas. E, sendo assim, escolhia as platéias. Tive sorte de ser uma delas. Caminhava, apenas, disseminando seu dom. Ensinava uns aqui e outros ali. Nunca parava. Diziam a ele que iria explodir se continuasse assim. Mas era do que ele vivia e do que gostav…

Hoje é o Seu Dia, Que Dia Mais Feliz!

Muita gente critica festas de crianças. Pessoalmente, acho que há mais para se elogiar do que para se criticar. Veja bem, quem não gosta de uma boa e velha bolinha de queijo? Tudo bem, velha talvez não (sabe, porque comer coisa mofada não é bom, confie em mim), mas ela é boa, muito boa. Festa de criança sempre tem essas comidas gostosas e elas fazem valer a pena.

Sempre que a festa é em buffet tem um determinado brinquedo legal que adulto pode ir. E aí é a hora de todo mundo que já passou da idade se juntar e usar o brinquedo, gritando e fazendo a maior bagunça. Um desses é o "la bamba", um hit da atualidade, um disco com cadeiras onde as pessoas sentam e ficam girando repetidamente. Acredite, é divertido. Claro que, criança ou adulto, alguém sempre tenta surfar e é aí que vemos uma criatura rolando pelo chão do brinquedo enquanto um monte de outras criaturas riem da cara do pobre coitado. Pois é.

E, pra finalizar, os doces. Ah, esperar as quatro horas, o parabéns com direit…