24 junho 2011

Doce Infância


Olhou para aquele lugar gigantesco com olhos brilhantes. Caminhou lentamente para a entrada daquele enorme castelo, desviando dos guardas que podiam prendê-lo. Estava em busca de um tesouro inimaginável e fugia de um perigo invisível. Era um mestre em esquivar-se pelo labirinto colorido e tumultuado. Era solitário com seu time de um só. Corria por aqueles corredores de obstáculos, aloprado, com ganância de diversão.

- Oi, amiguinho - um garoto diz ao seu lado.
- Oi - responde.

Se tornam melhores amigos. Logo encontram mais um e se tornam os três mosqueteiros. Dividem-se para procurar melhor. Na cabeça ecoavam as músicas de seus heróis infantis. Ecoavam as mais corajosas falas da televisão. Seu coração batia em um riso alegre encantador.

Subiu até o topo do mundo. Olhou ao redor e viu seus companheiros à postos. Contaram até três e escorregaram pelos céus até um mar infinito de bolhas de sabão coloridas. Afogaram-se em êxtase. Riam abertamente. Depois levantaram-se e continuaram, percorrendo calabouços fedorentos, pontes perigosas, fugindo de monstros à espreita e caindo no mesmo mar eterno. Oh, doce infância.

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Um comentário:

  1. Muito bom. Bem escrita, me faz lembrar da época em que se podia achar um grande amigo em qualquer lugar.

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