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Mostrando postagens de Julho, 2011

Juro Solenemente Não Fazer Nada De Bom

O Mundo Todo, 15 de Julho de 2011

Aos que me viveram,

Não me dirijo a ninguém em específico porque sei que muitos viveram tudo isso. Sou um fenômeno, um conjunto de coisas, de livros e de filmes que atingiu muita gente. Sou Harry Potter. Estou aqui para agradecer pelos melhores anos e momentos que poderiam existir. Vocês sabem do que falo.

Sei que uni pessoas. Sei que mudei pessoas, sei que acompanhei pessoas, sei tudo o que fiz por tanta gente. Sei que também mudei a vida de crianças que se tornaram parte de mim e agora são adultos idolatrados, e de adultos (igualmente idolatrados) que agora estão eternizados como parte de mim também. Vocês sabem de que pessoas falo, não é? E quero dizer que sou grato tanto quanto vocês. Está se perguntando "como assim, você é grato?", certo? Afinal, nem sou material.

Primeiro, quero ressaltar que não é o meu fim. Não estou morrendo. Só vou ficar menos fácil de enxergar. É parte da vida e, por mais difícil que isso possa ser, tenho que segui…

Amo Harry Potter. Sempre amei. Sempre vou amar.

A maior parte das minhas lembranças são relacionadas ao garoto Potter. Os momentos mais emocionantes da minha vida foram ao lado dele. Ele representa laços familiares e de amizade na minha vida.

Três momentos especiais que vivi com Harry que nunca me esquecerei: estava doente e minhas tias me deram um expresso de Hogwarts de lego; as abracei naquela noite como nunca mais conseguiria fazer de novo. A outra foi num Natal e minha madrinha me deu um poster do Harry, enorme; Fiquei roxa e boquiaberta e toda a família fez festa, junto comigo. A última foi quando minha prima trouxe tudo o que ela comprou no parque para eu ver e, surpresa, ela me aparece com uma Edwiges e diz (mais ou menos): "para ir pra Hogwarts precisamos de uma coruja, então eu achei legal te dar uma coruja, assim você já pode ir". Eu a abracei e chorei copiosamente e todas as pessoas no cômodo choraram junto.

Não importa o quanto eu ame meus outros ídolos, nenhum deles meche tanto com a minha família e nenhum …

Dolce Far Niente

Fazia dezessete graus, mas com certeza a sensação devia ser, no mínimo, de quinze. Apesar disso, o sol brilhava pela janela, suave e acolhedor. Segurava fortemente a cesta de vime em uma mão, enquanto guiava a bicicleta com a outra. Subiu no seu transporte e pedalou pela área, até se afastar o máximo. Depois de quase meia hora, já quase tendo perdido de vista a casa, encontrou uma acolhedora árvore. Era alta e fazia uma leve sombra.

Usava um vestido verde muito bonito de cetim. O cabelo arruivado e cacheado caia-lhe pelos ombros. Largou a bicicleta apoiada no tronco da árvore e abriu a cesta, pegando uma toalha xadrez e esticando no chão, onde a luz morna do sol de inverno pudesse esquentá-la. Vasculhou na cesta pelo pão, o queijo, as taças e a garrafa. Seria um ótimo banquete.

Fechou os olhos sentindo a brisa fresca que soprava. Olhou a bela paisagem. A grama crescia pelo campo aberto, vistosa. Árvores aqui e ali, grandes e imponentes, perdiam suas folhas para a estação. O céu tinh…