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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Tempestuosamente

Ploc, ploc, ploc.

Pisava no chão molhado com vontade, apressada. Se piorasse, não ficaria nada bonito.

Ploc, ploc, ploc, ploc.

Apressou-se. Faltavam tantos quarteirões. E ainda teria que passar por aquela enorme avenida sem árvores ou toldos que lhe cobrissem.

Ploc, ploc, ploc, ploc, ploc.

Começava a ofegar levemente. Tirou os óculos, para não molhá-los, e assim parou de enxergar. Colocou o capuz na cabeça, mas isso não pareceu melhorar em nada os pensamentos que zuniam em seu cérebro, como se ele fosse uma colmeia. As gotas de chuva escorriam-lhe pelo rosto como lágrimas.

Ploc, ploc, ploc, ploc, ploc, ploc.

E se tudo, afinal, desse errado? E se suas escolhas e fossem erradas? E se virasse a esquina errada na hora errada? Tinha tanto medo de errar o caminho em meio aquele aguaceiro... Decisões eram o pior que poderia ser forçada a fazer. Essa decisão implicaria em tudo na sua vida. O que estava fazendo agora era como um guia: tinha que saber interpretá-lo.

Ploc, ploc, ploc, ploc, plo…