Pular para o conteúdo principal

Sobre o capô


Não sou do tipo romântico. Mas aquela noite estrelada, quando o carro quebrou e nós simplesmente sentamos sobre o capô e olhamos o céu, foi a cena perfeita dos meus sonhos. Neles, você parecia relaxado e eu tensa; você apontava estrelas cadentes e eu fazia desejos seguidos sobre você...

Me abrace.
Me olhe.
Sorria para mim.
Me beije.
Me ame.

Sorria interiormente a cada vez que você e eu trocávamos palavras sobre seja lá o que for. Naquela noite eu queria ser algo seu que nunca tive intenção de ser. Eu não sabia se gostaria ou não disso no futuro.

Mas naquela noite eramos só nós dois e as estrelas nos iluminando fracamente. E naquela noite eu não ligava.

Pena que aquilo não era um dos meus sonhos. Pena que as estrelas não estivessem me ouvindo realmente.

O máximo que chegarei de você será a distância de uma palma da mão, sobre o capô, com tantas estrelas refletidas entre nós. Um universo inteiro separando o que nunca deveria ser.

As vezes eu sinceramente me sinto grata por ser assim.

Comentários

  1. Já viu a promoção que ta rolando solta no blog O Leitor?
    Ainda não?
    Então corre, que até o dia 05 de Fevereiro você ainda pode concorrer a um dos 6 livros que estão sendo sorteados.
    Beijos e espero você lá,

    Pamela.

    ResponderExcluir
  2. Oi, tudo bem?
    O Refúgio das Palavras começa 2012 com grandes novidades, já viu?
    http://iasmincruz.blogspot.com/2012/01/novidades.html
    Tenha uma ótima noite.

    ResponderExcluir
  3. Muito bacana seu texto ! Parabéns :D
    seguindo vc !

    http://pensamentosflutuaam.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  4. Oi!

    Tem um selinho pra você no meu blog!

    Beijos,

    Ana Carolina
    http://palavrasonhada.blogspot.com/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

Peões

Hoje, somos peões.

Na grande batalha da humanidade por um passo a mais, um nível a mais em direção à utopia que imaginamos, nós somos os peões.

Há sangue. Há dor.

Há a busca pela aceitação. Somos um. Um grande pequeno pedaço de um enorme universo. Isso é lindo. Isso é esquecido. Enterrado abaixo de muita sujeira e palavras de dor, de culpa, de ódio.

Há busca pela verdade. Porque mentem e enganam, ou porque muitos se intitulam proprietários das respostas para tudo e aqueles que creem nessas respostas lutam cegamente por elas. Ou mentem e enganam e tiram dos outros tudo aquilo que têm.

Busca-se dignidade. Busca-se justiça. Busca-se orientação.

Há a destruição de tudo o que se vê. Tudo o que existe em perfeito equilíbrio na grande engrenagem da vida... desequilibrada, e não há remorso por isso. Há morte, há destruição e não há quem veja que destruir o meio é destruir a si.

Destruir o próximo é destruir a si.

Uma palavra de ódio. Um galho arrancado. Uma liturgia mal pregada. Um lí…

Então... Um Rosto na Multidão

Eu quero lutar. Você não vai me ver parar. Porque eu sei que o mundo precisa de mudanças e elas precisam começar de algum lugar, mesmo que seja por causas menores (ainda que não existam causas menores). Você não vai me ver desistir, você me verá batalhando.
Posso ser apenas mais um rosto na multidão, mas é exatamente isso que quero ser, porque é isso que uma multidão é: um monte de rostos, bravos, querendo algo mais. Então, venha ser mais um rosto na multidão ativista, e não na passiva. Seja mais uma voz gritando seus direitos.
Não é possível que você não se incomode. Mesmo que sua vida esteja boa, assim como a minha, que você possa estudar, ter seu emprego, ter sua comida, comprar suas coisas (não tudo o que você quer, mas uma coisa ou outra), não é possível que você olhe para o mundo em sua tv ou computador que você lutou para comprar e não sinta nada ao ver... ver como há pessoas que não tem comida e água e que estão doentes, ver pessoas na seca do sertão com o gado morrendo e cria…

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…