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Mostrando postagens de Março, 2012

Um curso, um bolo.

Era um bolo. Macio, de chocolate, comum. Delicioso.

Era um grupo. Estudantes, leitores, dedicados. "Letrados".

Eles pegavam o pedaço, cada um o seu. Seus toques eram diferenciados e estilizados. Uns eram sérios, outros tímidos, outros espontâneos. Uns falavam alto, outros baixinho, outros não se ouvia a voz. Todos sabiam sorrir. Todos riam.

Se conheciam a tão pouco tempo. Riam a tanto mais. Faziam festa, faziam planos, se ajudavam.

Aquele bolo foi dividido entre todos, feito por cada um com seu próprio ingrediente. Saboreado de tal forma que ficaria guardado na memória, para sempre.

O bolo era o primeiro de muitos... cobrados ou combinados; espontâneos.

O bolo não era só comida. Ele tinha algo a mais... Parecia ter personalidade e ser bem firme.

Aquelas noites que viriam, cheias de bolo? Noites fatiadas do cotidiano farinhento, cheias de fermento de conhecimento e chocolates de humor.

Aos cozinheiros deste bolo, que se sentam todas as noites, prontos para mais uma aventura da…

Pessoas

A porta bateu, ninguém ouviu.

Estava sentada, na madrugada, ouvindo uma banda nova que falava sobre algo importante mas simplesmente não registrava. Queria escrever. E sobre o que mais escrever, além de pessoas?

A porta bate e todos olham, sorrindo.

As coisas mudam. As pessoas... não sei. Penso que criamos imagens sobre as pessoas e que, quando chegamos ao ponto de dizer "ele(a) mudou" deveríamos dizer "eu o via da forma errada". Podemos ver pessoas como quisermos, mas se elas te surpreenderem não quer dizer que elas mudaram; quer dizer apenas que elas já tinham aquilo dentro delas, você só não soube ver.

Conheço pessoas que eram um pesadelo comigo (e talvez eu fosse uma babaca pra elas também). Hoje, elas me divertem, compartilham momentos, filosofam... me dão até ideias!

Conheci pessoas que simplesmente não tem imagem; estão se formando a minha frente devagarzinho, como uma garoa. Mas o que posso dizer? Parecem ser do tipo de garoa acompanhada de sol.

Vejo pesso…

Tombos

Esse vídeo é o meu favorito dessa vlogueira (caso você não saiba, vlogueiros são como blogueiros só que em vídeos), por um simples motivo: Eu caio.
Pois é, caro leitor. Eu não sei o porquê. A gravidade tem uma queda por mim, só pode ser. Eu não consigo sair na rua (ou andar em casa, ou ficar parada no lugar...) sem cair. E eu coleciono histórias de quedas fantásticas, desde a infância, que vocês precisam ouvir... Digo, ler.
Primeiro gostaria de dizer que é incrível o número de vezes que tropeço, torço o pé, desequilibro, deixo coisas caírem, piso em falso, levanto ou sento de mal jeito e fico toda torta quase caindo... Se você me conhece de alguma forma você CERTAMENTE já me viu caindo ou fazendo uma dessas coisas.

Real Demais

Caminhou tremulamente até a ponta. Olhou para baixo e viu o mundo. Estava tão no alto, tão superior às pessoas e carros minúsculos lá embaixo... Até os outros prédios pareciam pequenos. Resolveu sentar-se.

Sua espinha congelava enquanto se movia lentamente, para sentar-se. Precisou forçar tanto sua coluna para baixo que sentiu que ela era um pedaço de gelo quebrando-se. Seu braço estava arrepiado. Ela odiava alturas.

Não poderia arriscar olhar para cima, porque seria tão ruim ou pior. A imensidão sobre sua cabeça lhe causava arrepios, principalmente estando sentada em um lugar tão... instável. Se desequilibraria mais facilmente ainda.

Ficou parada um tempo, decidindo para que ponto olhar. Percebeu que manter a cabeça reta e os olhos baixos não lhe trazia aquela sensação... horrível. A cabeça girava, tudo ficava preto, o coração acelerava...

Tum. Tum. Tum.

Ela se virou e revistou a mochila. Tirou algo de lá e, lentamente, esticou uma perna para baixo. Depois se arrastou para frente co…

Televisão

Me é curioso como um número considerável de pessoas dizem que a televisão é coisa do demônio, outras que faz lavagem cerebral, mais outras que ela aliena e outras tantas que ela isola. Eu discordo de todos. Primeiro porque não acredito no demônio (e esse assunto não vem ao caso); sobre ela fazer lavagem cerebral, alienar e isolar... tá, em vários casos é isso mesmo. Só que posso te dar várias razões para você assistir a televisão.

Primeiro, tem os programas educativos que a maioria odeia. Mas eles são bem bacanas, pra falar a verdade. Mas também não é sobre eles que eu quero falar. Quero falar sobre como o mais singelo dos programas pode mudar um pouco o seu mundo.

Essa manhã sentei-me no sofá, sonolenta e cansada de fazer nada. Era uma visita, mas podia me sentir em casa pois estava na minha tia-avó. Junto comigo, sentaram-se meus primos, André e Pedro, que estavam cansados de pensar e correr, respectivamente.

A televisão estava ligada em um canal imensamente criticado pelos anti-tel…