09 março 2012

Televisão


Me é curioso como um número considerável de pessoas dizem que a televisão é coisa do demônio, outras que faz lavagem cerebral, mais outras que ela aliena e outras tantas que ela isola. Eu discordo de todos. Primeiro porque não acredito no demônio (e esse assunto não vem ao caso); sobre ela fazer lavagem cerebral, alienar e isolar... tá, em vários casos é isso mesmo. Só que posso te dar várias razões para você assistir a televisão.

Primeiro, tem os programas educativos que a maioria odeia. Mas eles são bem bacanas, pra falar a verdade. Mas também não é sobre eles que eu quero falar. Quero falar sobre como o mais singelo dos programas pode mudar um pouco o seu mundo.

Essa manhã sentei-me no sofá, sonolenta e cansada de fazer nada. Era uma visita, mas podia me sentir em casa pois estava na minha tia-avó. Junto comigo, sentaram-se meus primos, André e Pedro, que estavam cansados de pensar e correr, respectivamente.

A televisão estava ligada em um canal imensamente criticado pelos anti-televisão, passando programas imensamente elogiados pelo público infanto-juvenil da minha época para cima (no sentido dos anos noventa para agora, caso você não tenha compreendido). Os dois pequenos que escolheram.

Assistimos silenciosamente o primeiro desenho. Eu conseguia enumerar centenas de erros no programa e não foi surpreendente que o Pedro conseguisse também.

Mas a porcaria do desenho é tão legal! Já vejo ele passando daqui alguns anos e ao invés de meus primos, seremos nós três e nossos filhos assistindo. É um clássico.

Depois veio uma série. Bem bobinha e inocente, super engraçada e inteligente. Rimos muito.

Conversamos sobre gostos em comum. Programas que eu assistia todos os dias e que parei só por falta de tempo e que agora eles assistem. Comentamos sobre os apresentadores serem iguais ao Bieber e a Jennette McCurdy (ela só conhecemos nós e a galera da nossa idade).

O momento foi bonito, apesar de ser uma das coisas mais triviais do dia-a-dia. Os primos de idades tão diferentes compartilhando algo. Eu voltei a ser criança e, quem sabe, eles não tenham crescido um pouquinho também. Não precisei de uma brincadeira de criança pra virar uma... a televisão acabou fazendo isso. Então, acho que ela não pode ser tão má assim. E, certamente, ela não nos isolou, muito pelo contrário.

Enfim, se você não se convenceu, vá a um bar no próximo jogo do seu time favorito ou sente-se em um cafezinho com as amigas para comentar a novela... Entendeu agora?

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