Pular para o conteúdo principal

Tombos







Esse vídeo é o meu favorito dessa vlogueira (caso você não saiba, vlogueiros são como blogueiros só que em vídeos), por um simples motivo: Eu caio.

Pois é, caro leitor. Eu não sei o porquê. A gravidade tem uma queda por mim, só pode ser. Eu não consigo sair na rua (ou andar em casa, ou ficar parada no lugar...) sem cair. E eu coleciono histórias de quedas fantásticas, desde a infância, que vocês precisam ouvir... Digo, ler.

Primeiro gostaria de dizer que é incrível o número de vezes que tropeço, torço o pé, desequilibro, deixo coisas caírem, piso em falso, levanto ou sento de mal jeito e fico toda torta quase caindo... Se você me conhece de alguma forma você CERTAMENTE já me viu caindo ou fazendo uma dessas coisas.
Enfim, um tombo marcante na infância foi em uma festa Junina. Sabe, barraquinhas, danças, pescaria, brinquedos toscos. Dai eu ganhei uma bola e fui brincar com minha amiguinha. Estávamos super felizes correndo atrás da bola, até que marcamos alguns pontos na estatística (que a Marta tenta destruir) de que mulher não joga bola.

Minha amiga caiu e eu caí por cima dela. Levantamos e eu fui com o joelho ardido até meus pais. AÍ EU DESCOBRI QUE ESTAVA SANGRANDO INCRIVELMENTE. Mas você não faz ideia... parecia que um vidro de ketchup tinha estourado no meu joelho (tentaram me acalmar falando que era ketchup, dentro do elevador, quando eu e a família toda fomos pra minha casa que era do lado do evento). Sabe como é criança, vê sangue e se desespera.

Foi traumatizante. Só que aí depois disso aconteceram mais inúmeras quedas. Uma vez eu ia no cinema com minha mãe e quando fomos atravessar caí em um monte de pedrinhas de construção e esfolei DE NOVO o MESMO joelho. Fiquei sem cinema.

Um pouco mais velha, fui aprender a andar de bicicleta de duas rodas. Estava em um sítio em uma cidadezinha de Minas Gerais chamada Extrema. O terreno era levemente irregular e eu me bati algumas vezes em árvores e moitas. Mas o impressionante foi a vez que usei a bicicleta da minha prima, porque todas nós três trocamos nossas bicicletas, e estava sem freio. Dai eu perdi o controle, me enfiei no pomar e só parei porque tinha um tronco no caminho. Eu capotei, esfolei DE NOVO O MESMO JOELHO e a bicicleta caiu em cima de mim, mais ou menos, mas pelo menos não continuei pelos outros cinco metros e me enfiei na cerca-viva com arame farpado (é, pois é).

Eu nunca parei de me enfiar com a bicicleta em moitas, árvores, áreas com grama, portões...

Depois, tive uma queda fantástica da escada (além da vez que eu fui escorregando, meio que surfando na minha perna, até frear segurando na minha tia e na minha vó e ralei a perna toda na escada da loja). Eu descia, segurando o iPod e falando com minha amiga, quando meu pé resolveu pisar em falso três degraus antes do "pré-térreo" (era aquele trecho reto antes do próximo lance de escadas). Com essa manobra, eu LITERALMENTE voei para o chão (do pré-térreo) e dai me ajeitei e sentei. Foi quando notei duas coisas:

1- Meu iPod estava inteiro;
2- Meu pé não.

Eu não conseguia encostar meu pé em absolutamente nada, nem na minha outra perna. Tive que ficar segurando o tornozelo no ar, sentada no chão, me sentindo uma pateta, enquanto a minha adorada amiga-bengala me buscava uma cadeira de rodas.

Torci os ligamentos e tive que usar uma botinha durante algumas semanas e só depois de seis meses que eu conseguia mover meu tornozelo em todas as direções sem sentir nenhum tipo de dor (acho que o RPG - fisioterapia - que fazia na época ajudou). Sim, minha vida é difícil.

Tem mais! Ta acabando, prometo, mas tem mais.

Eu tive outras histórias fantásticas com meus amigos... Menos nas festas de piscina, nelas todos eles caíram menos eu. Mas tem duas que são espetaculares.

Era aniversário de uma das meninas e nós íamos fazer uma ovada. Eu levei confete de carnaval porque sou anti-desperdício de ovo. De qualquer modo, na saída da escola cercamos ela na linha do trem (calma, nenhum trem passou por cima de mim, não passa mais trem ali). Dai eu fui lindamente jogar o confete nela, e ela correndo fez uma curva e eu corri atrás dela e não sei como... cai.

O ponto de vista deles foi uma espécie de câmera lenta, no qual eu primeiro tropecei, depois me ajoelhei, depois deitei no chão.

No meu ponto de vista... uma hora eu tava correndo, na outra eu tava deitando no chão. Dai meus amigos soltaram exclamações de choque e uma delas veio até mim e disse "você tá bem?" e até uns caras que nunca tinha visto na vida (e continuei não vendo depois) perguntaram se eu tava bem. Eu, logicamente, ria que nem louca de nervoso e de como eu era ridícula. Principalmente pelo fato de ter caído na frente da escola na hora da saída (acho que já comentei isso, não?).

Só uns dez minutos depois eu notei que um dos meus joelhos sangrava e, sim, ERA AQUELE! Daí eu fui pra casa e dessa vez fiz o curativo em mim mesma (viu só? Você cresce e as mordomias de levarem você no colo ou te semi-carregarem e depois fazerem o curativo em você acabam).

Mas aí não era tão ruim, o chão era de paralelepípedo, perfeitamente "tropeçável".  O problema é praticamente repetir o ato em uma calçada recém reformada para que coisas do tipo não acontecessem.

SIM, CARO LEITOR, ESTOU ACABANDO. Mas, veja bem, aposto que você quer saber sobre mais essa queda.


"É preciso habilidade para tropeçar em
superfícies lisas"



Eu e minha galera estávamos atravessando o canalzinho onde moro indo pra casa da outra menina (a que fazia aniversário na outra história... pensando bem, acho que descobri uma culpada em potencial por meu desequilíbrio). Dai eu DO NADA, na calçada perfeitamente lisa, sem nenhuma pedra, raiz, cocô de cachorro, meio fio, folha seca de árvore ou o que seja, caio no chão, meio sentada meio deitada. E todo mundo, incluindo eu, começou a rir, enquanto a dona da casa (e da ovada) me ajudava a levantar. Como eles diriam "não houve fraturas expostas, sangue, mortes, etc, uma pena".

Eu não sei se é problema de coluna, de ossos, de labirinto, mental, psicológico, desatenção, se a gravidade é minha alma-gêmea... Só sei que acontece muito comigo (por isso o vídeo foi legal, me identifiquei com ele). 

É, eu caio muito, realmente. Mas, sabe a melhor parte? Eu sempre me levanto dando umas boas risadas.



PS: Não sei se conta, mas uma vez dois meninos brincando de luta me derrubaram, com mesa e tudo, no meio da aula, e todos ficaram paralisados olhando pra mim, sentada na carteira só que de lado no chão (tipo, o braço da carteira estava no chão e tudo e eu estava sentada na carteira ainda), inclusive a professora, e eu tive que me virar pra sair dali. É, eu acho que conta sim.
 






Para as pessoas que me salvaram depois de uma queda.




Comentários

  1. Menina da ovada, responsável pelas quedas e do aniversário, prazer.
    Muito bom, Lê FDSIUFDSUIHHFDIUSIDFH

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…

Leite com Vodka

Sua bebida favorita sempre foi leite. Aquele líquido branco e um pouco denso, que bebês adoram. Bebia com tudo: chocolate, morango, groselha... Era um bebedor. Seus lanches não eram feitos sem leite. E se não o bebia, misturava em algum outro ingrediente. Sucrilhos, frutas batidas. Nutritivo da cabeça aos pés. O alimentava por dentro e ele consumia com orgulho.

Então cresceu. Você sabe, quando crescem eles mudam os interesses. Não mais desenhava os programas que via. Agora via apenas a parede do quarto e festas banhadas a vodka. Ah, a vodka. Virou sua bebida preferida, com toda certeza. Aquele cheiro forte no líquido transparente, que jovens usam para se mostrar descolados. Bebia com tudo: frutas batidas, sucos, refrigerantes, sem nada. Virava uma dose e outra. Descolado da cabeça aos pés, na moda, inteiramente parte do grupo.

Mas a vida não era só Leite ou Vodka. Pelo menos não mais. Foi em mais um dia de Vodka que a encontrou. Ela lhe sorriu e ele se aproximou. Parece que foi à …

Outro Estranho na Janela

Leia a primeira parte dessa história: Um Estranho Na Janela
Texto para a oficina criativa do colégio, inspirado na imagem de uma edição do Bloínquês que não consegui participar porque não consegui escrever o texto a tempo.
Dedicado aos Chapeleiros e Alices do mundo.
O sol dourado de outono brilhava a meio caminho do chão. A moça sentava-se em uma telha mais macia, no telhado de sua casa. Usava um vestido confortável e tinha os pés descalços. Largou o pequeno livro amarelo que lia no peitoril da janela e viu as árvores se espreguiçarem.

Nas casas ao redor, cachorros latiam para os donos que chegavam mais cedo. Crianças vinham sorrindo da escola. Um dia comum e pacato.

Alice gostava de sentar-se no telhado desde a noite em que seu irmão disse ter visto Papai Noel na janela. Fora tão surpreendente ouvir Felipe dizendo aquilo, já que ele costumava ser tão chato e estraga-prazeres, que seu passatempo virou sentar-se no telhado e esperá-lo.

Mas um dia todos crescem e Alice parou de acredit…