Pular para o conteúdo principal

Seu Lar

Era desatenta. Mas não se preocupava com o que cruzaria seu caminho, pois contava com uma pequena proteção. Nada sobrenatural, não... eram só pessoas.

Sabia que, se ela se perdesse, poderia olhar ao redor e encontrar rapidamente aqueles que afastariam seus demônios mais sinistros, escoariam seus medos, os que a levantariam, sempre que caísse. Nunca estaria sozinha.

Eram pessoas dos mais variados tipos. Eram esquisitos, com manias e com trejeitos curiosos. Personalidades diversas. Riam, muito. Falavam besteira, se divertiam, aprendiam. Cresciam. Parecia meio engraçado olhar para aquelas pessoas ao lado dela. As vezes parecia óbvio que um estaria ao lado do outro; outras, pareciam um pouco diferentes demais.

Esse é um problema sério: aparências. Quem vive disso mal sabe que é nas diferenças que se encontra a identidade e a semelhança. Ela sabia que a primeira coisa em comum com todos eles era exatamente o fato de serem incomuns.

Pelas coisas que diziam, pelas coisas que faziam e pelo que eram, todos eram peças que se encaixavam e formavam algo belo.

Assim, sempre que se olhava com todos ali, ela sabia que não estava desamparada. Eles seriam seu lar.







Para aqueles que fazem dos lugares pelos quais eu passo, meu lar.

Comentários

Postagens mais visitadas

Chá de cadeira

Se não quer tomar um, não leia. Eu falei pacas kk
Já ouviu essa expressão, chá de cadeira? É quando você fica muito tempo sentado esperando alguma coisa. Pois é. Ontem experimentei as delícias (ou não) de um chá de cadeira.
Guarda isso na cabeçinha. Arquivou? Beleza, vamos continuar.
Sabe quando você assiste aquele filme ou série de médico (tipo House, haha, amo) e você pensa "cara, como será que é trabalhar aí?!". Não digo na série filme, digo no hospital. Eu já pensei muito isso. Seria bem legal experimentar um corre-corre de hospital, ver como é um corpo humano DE VERDADE, sem esquemas em livros, ver médicos, ter os conhecimentos de médicos... seria tudo! Mas medicina não é pra mim, sabe, é tenso ter a vida de uma pessoa nas suas mãos. Muita responsabilidade.
Agora, lembra do que você tinha arquivado, do chá de cadeira? Não lembra? Ok, lê o começo do post de novo pra lembrar. Lembrou? Ok, então vem comigo.
Ontem fui com minha mãe para o hospital porque ela não se sentia …

A Música da Estrada

Lá estava ele novamente na estrada, caminhando tranquilamente e olhando ao redor. Na mão a maleta com o seu melhor amigo e companheiro de profissão: o violão. Não era nada demais, não. A marca não era daquelas mais caras e já não era tão novo. Mas cuidava tão bem do dito cujo... Sentava-se e limpava-o, afinava-o, olhava com paixão. Era o filho dele, a mulher de sua vida, seu pai, seu irmão. Era o mundo em suas mãos, ao seu comando.

Espera... Eu disse que o violão estava ao seu comando? Ah, nem o músico sabia quem comandava o que ali. Quando começavam com uma nota e não paravam nunca mais, ele tinha bastante certeza de que era um trabalho no qual os dois pensavam juntos.

O músico mandava apenas no caminho, pois era ele que tinha as pernas. E, sendo assim, escolhia as platéias. Tive sorte de ser uma delas. Caminhava, apenas, disseminando seu dom. Ensinava uns aqui e outros ali. Nunca parava. Diziam a ele que iria explodir se continuasse assim. Mas era do que ele vivia e do que gostav…

Hoje é o Seu Dia, Que Dia Mais Feliz!

Muita gente critica festas de crianças. Pessoalmente, acho que há mais para se elogiar do que para se criticar. Veja bem, quem não gosta de uma boa e velha bolinha de queijo? Tudo bem, velha talvez não (sabe, porque comer coisa mofada não é bom, confie em mim), mas ela é boa, muito boa. Festa de criança sempre tem essas comidas gostosas e elas fazem valer a pena.

Sempre que a festa é em buffet tem um determinado brinquedo legal que adulto pode ir. E aí é a hora de todo mundo que já passou da idade se juntar e usar o brinquedo, gritando e fazendo a maior bagunça. Um desses é o "la bamba", um hit da atualidade, um disco com cadeiras onde as pessoas sentam e ficam girando repetidamente. Acredite, é divertido. Claro que, criança ou adulto, alguém sempre tenta surfar e é aí que vemos uma criatura rolando pelo chão do brinquedo enquanto um monte de outras criaturas riem da cara do pobre coitado. Pois é.

E, pra finalizar, os doces. Ah, esperar as quatro horas, o parabéns com direit…