25 maio 2012

Seu Lar

Era desatenta. Mas não se preocupava com o que cruzaria seu caminho, pois contava com uma pequena proteção. Nada sobrenatural, não... eram só pessoas.

Sabia que, se ela se perdesse, poderia olhar ao redor e encontrar rapidamente aqueles que afastariam seus demônios mais sinistros, escoariam seus medos, os que a levantariam, sempre que caísse. Nunca estaria sozinha.

Eram pessoas dos mais variados tipos. Eram esquisitos, com manias e com trejeitos curiosos. Personalidades diversas. Riam, muito. Falavam besteira, se divertiam, aprendiam. Cresciam. Parecia meio engraçado olhar para aquelas pessoas ao lado dela. As vezes parecia óbvio que um estaria ao lado do outro; outras, pareciam um pouco diferentes demais.

Esse é um problema sério: aparências. Quem vive disso mal sabe que é nas diferenças que se encontra a identidade e a semelhança. Ela sabia que a primeira coisa em comum com todos eles era exatamente o fato de serem incomuns.

Pelas coisas que diziam, pelas coisas que faziam e pelo que eram, todos eram peças que se encaixavam e formavam algo belo.

Assim, sempre que se olhava com todos ali, ela sabia que não estava desamparada. Eles seriam seu lar.







Para aqueles que fazem dos lugares pelos quais eu passo, meu lar.

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