20 junho 2012

Pequenas e Grandes Felicidades


Uma roda. Um violão. Vozes.

Uns afinados, uns desafinados, uns mais tímidos que os outros. Alguns nem abriam a boca. Um deles disfarçou que não tinha a voz, mas, ah, eu vi e todos viram que ela estava ali.

Há momentos na vida em que pensamos se estamos realmente vivendo. Se nossos dias estão sendo úteis para algo ou alguém, se estamos aprendendo coisas, se estamos colhendo momentos. O que a maioria das pessoas não sabe é que os momentos de aprendizado e de fazer algo importante residem em cada pedaço de nossas vidas.

A alegria não é difícil de ser encontrada. Na verdade, ela está dentro de cada pessoa que souber olhar a situação, o detalhe, o momento mais simples e ver a beleza nele. Apenas aqueles que aprendem a olhar, já dizia Cecília Meireles, é que conseguem vê-los assim.

Então, a relação entre pessoas não deve ser muito diferente. Está tudo no saber olhar para quem está ao ser redor e saber tocá-los. Fazer algo por eles, mesmo que eles nem saibam que talvez precisem.


Naquela noite, naquela roda, tive um desses momentos em que vi pessoas que em tão pouco tempo já estavam na minha vida e eu na deles. Entoando todos juntos a frase "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" me fez pensar... é preciso amar, viver, respirar, ver e sentir o mundo como se não houvesse amanhã. Cada momento é único para que você aprecie a beleza do mundo e sinta a alegria escondida naquele cantinho.

Depois, falaram sobre o sol: é claro que ele vai voltar amanhã. Isso é bom de saber. Faz com que, sempre que eu falhar e perder uma pequena alegria, eu pense como terei outras tantas para aproveitar, é só eu acreditar, nunca desistir.

Sobre a relação com as pessoas... vejo-as como um pote de alegria. Devo tentar abri-lo da melhor forma. Por vezes consigo, por vezes não e em outras desisto. Em geral, depois que descubro as alegrias do pote, percebo que outras alegrias posso dar à estas pessoas. Então eu faço algo. E, de vez em quando, dá certo.

Atingir este último sucesso é a maior de todas as pequenas e grandes felicidades. Mas, tanto faz o tipo de felicidade, eu nunca as conto para os outros. Guardo-as para mim e talvez use-as como impulso para trazer um pouquinho de felicidade para quem está por perto.

Para pessoas que já foram alegrias, para a roda de violão citada, para Renato Russo com suas belas letras, para Cecilia Meireles e Clarice Lispector que inspiraram-me a falar de felicidades e alegrias, com seus respectivos textos/poemas "A Arte de Ser Feliz" e "Felicidade Clandestina".

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5 comentários:

  1. "Sobre a relação com as pessoas... vejo-as como um pote de alegria. Devo tentar abri-lo da melhor forma. Por vezes consigo, por vezes não e em outras desisto." que liiiiindo! *-*
    Sério, já virei sua fã! Seguindo e babando no seu blog *.* ahsuidhiaudhuahduahsidu


    beijinhos :*
    http://linguadoslivros.blogspot.com.br/

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    1. Obrigada por achar lindo, awn *-*
      Aaah que linda, obrigada! Fico muito feliz por gostar! Vou visitar seu blog e aposto que vou adorar também! :D

      Beijos

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  2. Seu trabalho é muito bom está de parabens,vc tem muita imaginação se baseia em fatos do cotidiano fica claro que na maioria dos seus textos ha um pouco de crônica,mas eu não consegui sentir vc nas palavras descritas,talvez eu esteja errada,pois não te conheço há tanto tempo.Sei que escreve textos academicos maravilhosos até melhores do que os meus(fato),porém fica a dica escreva um pouco mais com o seu coração....(Thaisi Lima)

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  3. Ps:Gosto do seu trabalho e comprarei todos os seu livros se precisar estou aqui para ajudar,pois temos o mesmo sonho :)

    bjoso(Thaisi Lima)

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    1. Thaisi, muito obrigada pelos lindos comentários e pelo apoio. Saiba que é recíproco!

      Bom, meio engraçado você falar sobre não achar que eu estou na maioria dos meus textos exatamente nesse, em que estou inspirada por dois dos textos que mais mudaram minha vida e descrevendo o momento que me moveu a criar esse texto. Um momento que aconteceu ano passado na faculdade, inclusive rsrs

      Não, não estou diretamente em todos os textos. Mas estou na grande maioria, às vezes de forma completamente direta, outras disfarçadas, mas muitos eu despejei uma grande carga emotiva de alguma forma. Então é porque você não me conhece a muito tempo mesmo KKKKKK

      Obrigada de novo por tudo! Beijos!

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