Pular para o conteúdo principal

Dia Um: Avião e Chegada no Hotel

Vou fazer uma postagem diária, a partir de hoje, contando o que estava fazendo em Orlando dois meses atrás. Gostaria de ter falado da minha viagem antes, mas voltei para uma semana sofrida de provas e depois milhões de trabalhos, então não rolou. Bom, vamos lá...

Hoje, dia 13, faz dois meses da viagem de avião, que foi OK, lotada de crianças (tinha uma menininha que quando viu as árvores de Orlando de lá do alto começou a berrar que era um monte de brócolis), tinham coisas que eu podia comer (tipo uma pizza muito boa) e teve pouca turbulência. Eu assisti "A Princesa e o Sapo" quase dormindo (porque dormi pouquíssimo aquela noite e meio que pouco no ônibus).

Inclusive, no ônibus que nos levou até o aeroporto tinha uma mulher que não calava a boca e a gente queria dormir e não conseguia. E tive a sensação mais bizarra da minha vida: depois de desligar o Skype com minha tia (sim, o ônibus tinha wi-fi, muito lindo isso), metade da minha conversa com ela se apagou da minha mente, totalmente, e até hoje não lembro o que foi dito.

Eu fiquei sofrendo muito pra escolher os filmes que assistiria (voltei pro avião), era uma variedade muito linda e cheia de filmes que eu amava... Coloquei "Rei Leão" no segundo lugar e dormi a maior parte, mas acordava nas minhas músicas favoritas. Daí vi "Harry Potter 7 parte 1", tentei ver mais alguns que desisti, vi um pedaço de Vingadores no final do voo e vi mais algum filme que não lembro, porque não é possível eu ter assistido só isso.

Então descemos do avião e veio aquela enormidade de aeroporto, que tinha lojas lindas e maravilhosas que não pude fuçar porque minha tia queria ir embora pro hotel dormir. Caçamos durante um bom tempo onde era o ponto do ônibus da Disney que nos levaria pro hotel, inclusive perguntamos para outros brasileiros se eles sabiam... e daí achamos. O ônibus era lindinho, a poltrona era um céu azul com estrelas. Passava em uma TV curtas da Disney e filmes sobre os parques. Chegamos no All Star Movies e fomos para o balcão do check-in. Eu teria que fazer o check-in porque eu sou a pessoa que fala inglês... então fiquei um pouco tensa.

Falei com a mocinha, que era asiática (não lembro a nacionalidade agora) e ela ficou muito interessada no Brasil. Deu nossas chaves e nosso botton de primeira visita e os panfletinhos da Disney e nós fomos para o quarto (nosso prédio era o dos Dálmatas). Não vou nem comentar que a chave não funcionou e demoramos um pouco mais para entrar no quarto. Quando finalmente entramos, achamos ele lindo, achamos as toalhas enroladas como Mickey em cima da minha cama lindas e a enorme TV linda também. Coloquei o despertador e deitei na cama mais maravilhosa da terra.

Vou comentar sobre o interior do quarto e tudo, mas não vou descrever os jardins e o All Star Movies todo porque isso vai acontecer no dia que fomos fazer um tour de "fotografação" do hotel.

O quarto tinha carpete azul e alguns desenhos de personagens. A mesa tinha cabecinhas de Mickey e na parede, perto do teto, tinha aquele adesivo de borda imitando um rolo de filme com desenhos dos Dálmatas,  Herbie, Toy Story, Fantasia e d'Os Super Patos. No banheiro a cortina era toda de tema de cinema e os ladrilhos na parede formavam um rolo de filme.

A escada de emergência de cada prédio ficava dentro de uma estrutura que tinha relação com o tema do prédio, no meu caso um hidrante amarelo. Na porta de entrada do prédio tinha um Pongo gigante e no de frente uma Perdita (eram dois prédios por tema). Era tudo a coisa mais linda do mundo, fim.

Dormi mais feliz que... sei lá... só quem já viu o mundo como criança e sentiu a alegria de estar na Disney pode entender como foi.

Comentários

  1. Isso neeeeem aumentou minha vontade de conhecer a Disney algum dia u.u'

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

Peões

Hoje, somos peões.

Na grande batalha da humanidade por um passo a mais, um nível a mais em direção à utopia que imaginamos, nós somos os peões.

Há sangue. Há dor.

Há a busca pela aceitação. Somos um. Um grande pequeno pedaço de um enorme universo. Isso é lindo. Isso é esquecido. Enterrado abaixo de muita sujeira e palavras de dor, de culpa, de ódio.

Há busca pela verdade. Porque mentem e enganam, ou porque muitos se intitulam proprietários das respostas para tudo e aqueles que creem nessas respostas lutam cegamente por elas. Ou mentem e enganam e tiram dos outros tudo aquilo que têm.

Busca-se dignidade. Busca-se justiça. Busca-se orientação.

Há a destruição de tudo o que se vê. Tudo o que existe em perfeito equilíbrio na grande engrenagem da vida... desequilibrada, e não há remorso por isso. Há morte, há destruição e não há quem veja que destruir o meio é destruir a si.

Destruir o próximo é destruir a si.

Uma palavra de ódio. Um galho arrancado. Uma liturgia mal pregada. Um lí…

Então... Um Rosto na Multidão

Eu quero lutar. Você não vai me ver parar. Porque eu sei que o mundo precisa de mudanças e elas precisam começar de algum lugar, mesmo que seja por causas menores (ainda que não existam causas menores). Você não vai me ver desistir, você me verá batalhando.
Posso ser apenas mais um rosto na multidão, mas é exatamente isso que quero ser, porque é isso que uma multidão é: um monte de rostos, bravos, querendo algo mais. Então, venha ser mais um rosto na multidão ativista, e não na passiva. Seja mais uma voz gritando seus direitos.
Não é possível que você não se incomode. Mesmo que sua vida esteja boa, assim como a minha, que você possa estudar, ter seu emprego, ter sua comida, comprar suas coisas (não tudo o que você quer, mas uma coisa ou outra), não é possível que você olhe para o mundo em sua tv ou computador que você lutou para comprar e não sinta nada ao ver... ver como há pessoas que não tem comida e água e que estão doentes, ver pessoas na seca do sertão com o gado morrendo e cria…

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…