29 março 2013

O (nem tão) Invisível Keanu Reeves

Leia a história dele aqui para saber tudo em detalhes.
Quem nunca ouviu falar de Keanu Reeves? Ou, no mínimo, sabe que existe o Neo do Matrix ou o Constantine? Pois é, Keanu é um ator bastante famoso e bem-sucedido, participou de filmes importantes e de destaque (Matrix é uma trilogia que marcou o cinema) e tem um grande talento.

Mas o que poucas pessoas sabem é que por trás de tudo isso, Keanu é um cara completamente comum, vivendo sem esbanjar seu dinheiro ou fama, sem seguranças ou mansões. Keanu é, como posso dizer... um por-fora!

Keanu vive em um apartamento comum. Usa metrô, sem seguranças ou roupas caras. Doou grande parte do que ganhou com Matrix para hospitais que tratam da Leucemia (porque sua irmã teve a doença e foi curada). Sua vida foi um tanto atribulada, desde criança.

Sempre o admirei muito e fui sua fã e também sempre soube que ele não se metia em escândalos (na verdade era difícil ver fofocarem da vida dele) e que sua vida não tinha sido fácil, além dele ser meio deprimido. Mas isso tudo é o que me faz admira-lo cada vez mais: a humildade de saber que não é melhor do que ninguém e a força que possui de superar seus problemas e realizar trabalhos excelentes. Esse é mais do que digno de estar no "Sem Título", pois até mesmo aqueles que não são invisíveis podem viver como um; e essa é uma coisa muito importante que todo mundo que tem um "título" deveria se lembrar.

Sabe o que é essa foto que coloquei dele sentado no banquinho? Sim, é ele sentado num banquinho e comendo. Não sei se é exatamente do dia do aniversário dele, mas enfim, ilustra perfeitamente: uma vez, em seu aniversário, Keanu comprou um bolo em uma doceria e sentou-se na vizinhança para comer, dividindo o doce com cada fã que passava e falava com ele.

A vida é muito mais do que dinheiro, posses e poder (seja lá de que tipo for). É sobre viver intensamente os pequenos e delicados prazeres da vida; como por exemplo sentar-se em um banquinho com um bolo e dividi-lo com quem passa. É sobre fazer um bem, de doar uma grande quantia em dinheiro à partilhar algo, nem que seja um simples sorriso. É entender que problemas e sofrimentos vêm a toda hora, mas não se afogar nisso. A vida é ser mais um no meio de uma multidão de metrô, mas destacar-se por sua pressa de tornar o mundo um lugar melhor.

Não, não posso dizer que Keanu pense assim, porque eu não sei. Mas eu posso tirar essa conclusão do homem simples sentado num banco de parque.

O ator diz, quando perguntam se ele é triste: "Você precisa ser feliz para viver, eu não".

Onde está a felicidade? Será que está no bolo ou na mansão? E realmente precisamos ser felizes para viver? Porque o que seria da felicidade sem a tristeza? Você nem saberia que uma existe sem conhecer a outra. Ele conheceu as duas, certamente. Na verdade, ele está certo: não precisamos ser felizes para viver; precisamos de momentos. Se eles forem felizes, ótimo. Se não, ótimo também. As coisas não precisam se resumir a feliz ou triste.

As coisas podem se resumir num bolo falei dele de novo, certo?

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Um comentário:

  1. Esse é um dos seus textos, que li e tornou-se um dos meus favoritos. Felicidade é um estado de espírito gerado por uma consequência de nossas atitudes. Não é duradoura. Ninguém é feliz vinte e quatro horas. E sabe... Ele tem toda razão: para viver não precisamos da felicidade. Eu penso igual. Precisamos viver. E viver não é fácil. Viver é não esperar recompensas, e nunca deixar de fazer. É raro encontrar pessoas como o Keanu, que vivem por uma paz maior e não por esperar recompensas. Felicidade é relativo. É uma interpretação oblíqua e individual. Afinal, até o homem mais feliz do mundo pode morrer na plenitude de suas venturas enquanto o mais infeliz ou "vazio dessas sensações" goza de longevidade.

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