Pular para o conteúdo principal

O (nem tão) Invisível Keanu Reeves

Leia a história dele aqui para saber tudo em detalhes.
Quem nunca ouviu falar de Keanu Reeves? Ou, no mínimo, sabe que existe o Neo do Matrix ou o Constantine? Pois é, Keanu é um ator bastante famoso e bem-sucedido, participou de filmes importantes e de destaque (Matrix é uma trilogia que marcou o cinema) e tem um grande talento.

Mas o que poucas pessoas sabem é que por trás de tudo isso, Keanu é um cara completamente comum, vivendo sem esbanjar seu dinheiro ou fama, sem seguranças ou mansões. Keanu é, como posso dizer... um por-fora!

Keanu vive em um apartamento comum. Usa metrô, sem seguranças ou roupas caras. Doou grande parte do que ganhou com Matrix para hospitais que tratam da Leucemia (porque sua irmã teve a doença e foi curada). Sua vida foi um tanto atribulada, desde criança.

Sempre o admirei muito e fui sua fã e também sempre soube que ele não se metia em escândalos (na verdade era difícil ver fofocarem da vida dele) e que sua vida não tinha sido fácil, além dele ser meio deprimido. Mas isso tudo é o que me faz admira-lo cada vez mais: a humildade de saber que não é melhor do que ninguém e a força que possui de superar seus problemas e realizar trabalhos excelentes. Esse é mais do que digno de estar no "Sem Título", pois até mesmo aqueles que não são invisíveis podem viver como um; e essa é uma coisa muito importante que todo mundo que tem um "título" deveria se lembrar.

Sabe o que é essa foto que coloquei dele sentado no banquinho? Sim, é ele sentado num banquinho e comendo. Não sei se é exatamente do dia do aniversário dele, mas enfim, ilustra perfeitamente: uma vez, em seu aniversário, Keanu comprou um bolo em uma doceria e sentou-se na vizinhança para comer, dividindo o doce com cada fã que passava e falava com ele.

A vida é muito mais do que dinheiro, posses e poder (seja lá de que tipo for). É sobre viver intensamente os pequenos e delicados prazeres da vida; como por exemplo sentar-se em um banquinho com um bolo e dividi-lo com quem passa. É sobre fazer um bem, de doar uma grande quantia em dinheiro à partilhar algo, nem que seja um simples sorriso. É entender que problemas e sofrimentos vêm a toda hora, mas não se afogar nisso. A vida é ser mais um no meio de uma multidão de metrô, mas destacar-se por sua pressa de tornar o mundo um lugar melhor.

Não, não posso dizer que Keanu pense assim, porque eu não sei. Mas eu posso tirar essa conclusão do homem simples sentado num banco de parque.

O ator diz, quando perguntam se ele é triste: "Você precisa ser feliz para viver, eu não".

Onde está a felicidade? Será que está no bolo ou na mansão? E realmente precisamos ser felizes para viver? Porque o que seria da felicidade sem a tristeza? Você nem saberia que uma existe sem conhecer a outra. Ele conheceu as duas, certamente. Na verdade, ele está certo: não precisamos ser felizes para viver; precisamos de momentos. Se eles forem felizes, ótimo. Se não, ótimo também. As coisas não precisam se resumir a feliz ou triste.

As coisas podem se resumir num bolo falei dele de novo, certo?

Comentários

  1. Esse é um dos seus textos, que li e tornou-se um dos meus favoritos. Felicidade é um estado de espírito gerado por uma consequência de nossas atitudes. Não é duradoura. Ninguém é feliz vinte e quatro horas. E sabe... Ele tem toda razão: para viver não precisamos da felicidade. Eu penso igual. Precisamos viver. E viver não é fácil. Viver é não esperar recompensas, e nunca deixar de fazer. É raro encontrar pessoas como o Keanu, que vivem por uma paz maior e não por esperar recompensas. Felicidade é relativo. É uma interpretação oblíqua e individual. Afinal, até o homem mais feliz do mundo pode morrer na plenitude de suas venturas enquanto o mais infeliz ou "vazio dessas sensações" goza de longevidade.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…

Leite com Vodka

Sua bebida favorita sempre foi leite. Aquele líquido branco e um pouco denso, que bebês adoram. Bebia com tudo: chocolate, morango, groselha... Era um bebedor. Seus lanches não eram feitos sem leite. E se não o bebia, misturava em algum outro ingrediente. Sucrilhos, frutas batidas. Nutritivo da cabeça aos pés. O alimentava por dentro e ele consumia com orgulho.

Então cresceu. Você sabe, quando crescem eles mudam os interesses. Não mais desenhava os programas que via. Agora via apenas a parede do quarto e festas banhadas a vodka. Ah, a vodka. Virou sua bebida preferida, com toda certeza. Aquele cheiro forte no líquido transparente, que jovens usam para se mostrar descolados. Bebia com tudo: frutas batidas, sucos, refrigerantes, sem nada. Virava uma dose e outra. Descolado da cabeça aos pés, na moda, inteiramente parte do grupo.

Mas a vida não era só Leite ou Vodka. Pelo menos não mais. Foi em mais um dia de Vodka que a encontrou. Ela lhe sorriu e ele se aproximou. Parece que foi à …

Outro Estranho na Janela

Leia a primeira parte dessa história: Um Estranho Na Janela
Texto para a oficina criativa do colégio, inspirado na imagem de uma edição do Bloínquês que não consegui participar porque não consegui escrever o texto a tempo.
Dedicado aos Chapeleiros e Alices do mundo.
O sol dourado de outono brilhava a meio caminho do chão. A moça sentava-se em uma telha mais macia, no telhado de sua casa. Usava um vestido confortável e tinha os pés descalços. Largou o pequeno livro amarelo que lia no peitoril da janela e viu as árvores se espreguiçarem.

Nas casas ao redor, cachorros latiam para os donos que chegavam mais cedo. Crianças vinham sorrindo da escola. Um dia comum e pacato.

Alice gostava de sentar-se no telhado desde a noite em que seu irmão disse ter visto Papai Noel na janela. Fora tão surpreendente ouvir Felipe dizendo aquilo, já que ele costumava ser tão chato e estraga-prazeres, que seu passatempo virou sentar-se no telhado e esperá-lo.

Mas um dia todos crescem e Alice parou de acredit…