Pular para o conteúdo principal

Da Escrita


O sol amanhece rapidamente enquanto sento-me aqui e tomo uma boa caneca de café. Faz um bom tempo que não o vejo amanhecer assim, fadado a compromissos educacionais. Talvez desde quando terminei a escola. Senti falta de estudar de manhã, ao mesmo tempo que a sensação de querer voltar para minha macia cama continua.

O mais triste é querer aproveitar, já que estou de pé tão cedo, e escrever todo um universo próprio, mas não poder. O que devo escrever não é nada muito prazeroso. Então resolvi que vou transformá-lo: a cada palavra teórica, uma palavra de sonho. A cada parágrafo de trabalho, um de vida. Para cada página de tortura, uma de alívio. 

Escrever é uma tortura: a vontade que vem de não sei onde e te empurra para o papel, entrega uma caneta e observa enquanto você, atônito, rabisca qualquer coisa...

Não é isso. Risca. Recomeça. Ainda não está bom. E a lenga-lenga toda persiste. Até que sai, tudo sai, e olhar para o papel é como olhar para o mais belo espécime de todos, quase um milagre.

Quando o texto é científico a lenga-lenga dura mais, mas o alívio é arrebatador.

Comentários

  1. É bem assim que eu me sinto cada vez que vou fazer um trabalho da faculdade. Achei inspirador o modo como você transformou esse sentimento por escrever algo cientifico em um texto fantástico.

    um grande abraço,
    Iago Marcell

    ResponderExcluir
  2. É exatamente assim que nos sentimos quando a inspiração está bem ali do lado gritando "olha para mim, me escreve aí", mas você tem que escrever sobre algo totalmente desmotivador. Como sempre, seus textos encantando Lets!

    Um beijo e um abraço.
    Raay ;}

    ResponderExcluir
  3. Sei exatamente como é isso rs. Adorei o texto! Teu blog tá cada vez mais lindo.

    Beijo,
    Camilla Soto

    ResponderExcluir
  4. Nossa nem me fale,
    escrever se torna um martírio quando se deve escrever um texto científico.

    Adorei o texto, bem original e com uma temática singular.

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

Chá de cadeira

Se não quer tomar um, não leia. Eu falei pacas kk
Já ouviu essa expressão, chá de cadeira? É quando você fica muito tempo sentado esperando alguma coisa. Pois é. Ontem experimentei as delícias (ou não) de um chá de cadeira.
Guarda isso na cabeçinha. Arquivou? Beleza, vamos continuar.
Sabe quando você assiste aquele filme ou série de médico (tipo House, haha, amo) e você pensa "cara, como será que é trabalhar aí?!". Não digo na série filme, digo no hospital. Eu já pensei muito isso. Seria bem legal experimentar um corre-corre de hospital, ver como é um corpo humano DE VERDADE, sem esquemas em livros, ver médicos, ter os conhecimentos de médicos... seria tudo! Mas medicina não é pra mim, sabe, é tenso ter a vida de uma pessoa nas suas mãos. Muita responsabilidade.
Agora, lembra do que você tinha arquivado, do chá de cadeira? Não lembra? Ok, lê o começo do post de novo pra lembrar. Lembrou? Ok, então vem comigo.
Ontem fui com minha mãe para o hospital porque ela não se sentia …

A Música da Estrada

Lá estava ele novamente na estrada, caminhando tranquilamente e olhando ao redor. Na mão a maleta com o seu melhor amigo e companheiro de profissão: o violão. Não era nada demais, não. A marca não era daquelas mais caras e já não era tão novo. Mas cuidava tão bem do dito cujo... Sentava-se e limpava-o, afinava-o, olhava com paixão. Era o filho dele, a mulher de sua vida, seu pai, seu irmão. Era o mundo em suas mãos, ao seu comando.

Espera... Eu disse que o violão estava ao seu comando? Ah, nem o músico sabia quem comandava o que ali. Quando começavam com uma nota e não paravam nunca mais, ele tinha bastante certeza de que era um trabalho no qual os dois pensavam juntos.

O músico mandava apenas no caminho, pois era ele que tinha as pernas. E, sendo assim, escolhia as platéias. Tive sorte de ser uma delas. Caminhava, apenas, disseminando seu dom. Ensinava uns aqui e outros ali. Nunca parava. Diziam a ele que iria explodir se continuasse assim. Mas era do que ele vivia e do que gostav…

Hoje é o Seu Dia, Que Dia Mais Feliz!

Muita gente critica festas de crianças. Pessoalmente, acho que há mais para se elogiar do que para se criticar. Veja bem, quem não gosta de uma boa e velha bolinha de queijo? Tudo bem, velha talvez não (sabe, porque comer coisa mofada não é bom, confie em mim), mas ela é boa, muito boa. Festa de criança sempre tem essas comidas gostosas e elas fazem valer a pena.

Sempre que a festa é em buffet tem um determinado brinquedo legal que adulto pode ir. E aí é a hora de todo mundo que já passou da idade se juntar e usar o brinquedo, gritando e fazendo a maior bagunça. Um desses é o "la bamba", um hit da atualidade, um disco com cadeiras onde as pessoas sentam e ficam girando repetidamente. Acredite, é divertido. Claro que, criança ou adulto, alguém sempre tenta surfar e é aí que vemos uma criatura rolando pelo chão do brinquedo enquanto um monte de outras criaturas riem da cara do pobre coitado. Pois é.

E, pra finalizar, os doces. Ah, esperar as quatro horas, o parabéns com direit…