Pular para o conteúdo principal

Ser a Mensagem



Um livro que me define? É difícil de escolher, mas o que me veio à cabeça primeiro foi "Eu Sou o Mensageiro", de Markus Zusak. Como um taxista de 19 anos perdedor pode ser parecido comigo (além do fato de ter minha idade)? Bom, Ed descobriu por meio de cartas de baralho o que era viver de verdade... Eu descobri por meio da minha escrita. Ele ajuda pessoas e vê beleza em coisas como um pé descalço ou um sorvete. Ele sabe que um jogo de luzes natalinas novas é o bastante para iluminar muito mais do que uma casa e que tênis inexistentes podem fazer uma corredora ser bem mais ágil. Ed me mostrou como as pessoas são bonitas pelo que são, e que mesmo sendo um perdedor, invisível para o mundo, você pode fazer a diferença com pequenos atos. Isso é o que creio, o que sonho, o que sinto dentro de mim desde quando era criança e decidi ser escritora e "protetora da natureza". Percebi que sou como Ed Kennedy e que prefiro correr atrás do sol a esperar que ele venha incidir sobre mim. E quando decidi o que queria ser, eu havia decidido ser a mensagem que Ed foi.

Texto para o Concurso Cultural do blog da BabiDewet e da Cuponation Brasil

Comentários

  1. Tem noção do quanto gostei de ler isto? É tão bom ler revelações da nossa intimidade pelo efeito de um livro. E posso te dizer, que mesmo sem ter lido o livro eu vejo as semelhanças entre você e o Ed. *-* Beijos :)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e compartilhe com os amigos!

Postagens mais visitadas

A História de Tudo

Havia uma rua, com árvores, e alguém a atravessava. Tudo ali era um pedaço de Universo.
Um pedaço da vasta história de tudo.
A pessoa que a atravessava. O chão. As árvores. O vento que soprava.

Cada átomo e molécula uma combinação de combinações em uma grande e infinita caixa de peças de montar. Encaixe como queira. Pegue um pouco de estrelas, um pouco de dente de sabre, um pouco de cometas, um teco de folhas de hortelã. Ali vai uma bicicleta.

Cada canto para o qual olhava, via uma infinidade de possibilidades.
Não viu aquela galáxia, velha conhecida, colidindo consigo.
No chão, riram. Ondas se propagando por todo o espaço. Ergueram-se. Sorriram.

Era nébula. Nefertiti. Pétalas de rosa e gotas de mar do pacífico.
Era asteroides. César. Marfim e casca de salgueiro.
A vastidão da amazônia na imponência de Júpiter, olho no olho.

O Universo. É. Simplesmente. Desde quando começou a ser. Sem mais, sem menos. Apenas reorganizando-se como uma lista de pensamentos, uma sucessão de pastas. Combinando-se…

Dia Três: Walmart e Downtown Disney

Dia 15... de Setembro, sábado.

A dois meses atrás, na hora que estou escrevendo isso, contando o fuso-horário, eu estava me arrumando, ou tomando café ou pegando o táxi. Alguma coisa assim.

Nosso café da manhã nesse dia foi o resto da pizza da noite anterior. Estive refletindo sobre o assunto e, sim, nós jantamos uma pizza enorme e linda e sobrou mais um monte para o café da manhã (e foi o que comi). A pizza americana não é tão boa quanto a nossa, mas também não é ruim. É aceitável, digamos assim. Apesar de que em certo ponto da viagem eu já não aguentava mais olhar pra dita cuja.

Só que eu adoraria olhá-la agora, afinal, significaria que estou lá, entende? Ok, prometo que parei.

Enfim, pegamos um táxi na porta do hotel. Vou falar um pouco do hotel, já que não tem muito o que ficar falando do Walmart. Tinha uma sala "Arcade", mas acabamos nem entrando nela porque não deu tempo, no mesmo corredor que (uma das) a entrada do "restaurante" e também a loja (uma miniatura…

Chá de cadeira

Se não quer tomar um, não leia. Eu falei pacas kk
Já ouviu essa expressão, chá de cadeira? É quando você fica muito tempo sentado esperando alguma coisa. Pois é. Ontem experimentei as delícias (ou não) de um chá de cadeira.
Guarda isso na cabeçinha. Arquivou? Beleza, vamos continuar.
Sabe quando você assiste aquele filme ou série de médico (tipo House, haha, amo) e você pensa "cara, como será que é trabalhar aí?!". Não digo na série filme, digo no hospital. Eu já pensei muito isso. Seria bem legal experimentar um corre-corre de hospital, ver como é um corpo humano DE VERDADE, sem esquemas em livros, ver médicos, ter os conhecimentos de médicos... seria tudo! Mas medicina não é pra mim, sabe, é tenso ter a vida de uma pessoa nas suas mãos. Muita responsabilidade.
Agora, lembra do que você tinha arquivado, do chá de cadeira? Não lembra? Ok, lê o começo do post de novo pra lembrar. Lembrou? Ok, então vem comigo.
Ontem fui com minha mãe para o hospital porque ela não se sentia …