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Mostrando postagens de Junho, 2013

Um banquete de vinte centavos

Vem dia dezessete e o Brasil amanhece diferente. Não está ligado no futebol, não é carnaval. Está em clima de fúria, de basta.

Milhares de pessoas saem para as ruas em todo o país, sejam cidades grandes ou pequenas. E é então que surge o futuro no presente e tudo vira uma coisa só... porque ontem o Brasil era uma massa de pessoas sentadas confortavelmente de frente para a TV ou a Internet. Hoje, ele é uma massa nas ruas gritando por tudo o que engoliu durante décadas e clamando seus direitos. Hoje ele pegou na caneta e começou a riscar traços do futuro.
Ontem eu olhava para frente e via minha rotina comum, me preocupava com o que faria nas férias e com minhas metas de leituras, filmes e séries. Então, repentinamente, meu cérebro sofreu um curto ao ver o Brasil parando para ir às ruas, em centenas de cidades (inclusive no resto do mundo).
Imagino se minha dor de cabeça não seja muita informação ao mesmo tempo.

É estranho. Sim, claro, é maravilhoso. Chorei muito ao ver tudo aquilo. Meu …

Então... Um Rosto na Multidão

Eu quero lutar. Você não vai me ver parar. Porque eu sei que o mundo precisa de mudanças e elas precisam começar de algum lugar, mesmo que seja por causas menores (ainda que não existam causas menores). Você não vai me ver desistir, você me verá batalhando.
Posso ser apenas mais um rosto na multidão, mas é exatamente isso que quero ser, porque é isso que uma multidão é: um monte de rostos, bravos, querendo algo mais. Então, venha ser mais um rosto na multidão ativista, e não na passiva. Seja mais uma voz gritando seus direitos.
Não é possível que você não se incomode. Mesmo que sua vida esteja boa, assim como a minha, que você possa estudar, ter seu emprego, ter sua comida, comprar suas coisas (não tudo o que você quer, mas uma coisa ou outra), não é possível que você olhe para o mundo em sua tv ou computador que você lutou para comprar e não sinta nada ao ver... ver como há pessoas que não tem comida e água e que estão doentes, ver pessoas na seca do sertão com o gado morrendo e cri…

Amantes

E se nos encontrássemos à noite, quando o sol estivesse dormindo e a cidade fizesse silêncio? Bem naquela hora em que os olhos ardem pedindo por descanso, mas você sugerisse um café para tapear e nós pudéssemos adentrar a madrugada juntos, vivendo em outro mundo?
Você pegaria minha mão e me puxaria para outro lugar...
Palavras. Palavras. Elas passam daí pra cá, te transbordam para cima de mim e sou tomada por todo o desejo de despejá-las, sem ter muito bem certeza de como. Os olhos ardem, porém não mais secos, o coração aperta, apenas distraído, e a vida é uma ambiguidade de histórias e personalidades. Estou em diversos lugares e mundos, estou entre bem e mal, frente a possibilidades.
Tê-lo em mãos é como andar em uma corda bamba: demais para cá, volto à realidade dolorosamente; demais para lá, entro em uma viagem eterna, o que não seria de todo ruim caso funcionasse como realmente gostaria. É estar a todo momento prestes a cair de um precipício e é embebedar-me de cafeína para que possa…