Por que você deveria assistir One Day At a Time?


Não é novidade para quem já conversou um pouco comigo sobre séries que, quando o assunto é uma comédia leve para relaxar a cabeça, um dos primeiros nomes que me vêm a cabeça é a série do Netflix One Day at a Time. Depois de ouvir a sugestão algumas dezenas de vezes de amigas que assistiam, resolvi passar a série na frente na minha lista e foi a melhor coisa que fiz.

One Day at a Time conta a história de uma família de cubanos, que moram em um apartamento no prédio de um riquinho canadense de grande coração, e sua vida cotidiana. É simplesmente isso. No formato de sitcom, vemos Penélope, enfermeira veterana de guerra e mãe divorciada, criar seus filhos adolescentes, Elena e Alex, com a ajuda de Lídia, a avó das crianças. O dono do apartamento, Schneider, é o amigo que vira família e participa das "aventuras" da vida dos Alvarez.

A série tem o tom leve e família, para gente de todas as idades assistirem, mas discute temas muito atuais e importantes, de forma tranquila mas séria, sem perder a leveza ou se tornar chata. Alguns destes tópicos são a imigração, dependência de drogas e álcool, relacionamentos familiares, ser uma mãe solteira, o tratamento que veteranos de guerra recebem, ecologia, questões da adolescência, LGBT+, machismo, racismo, depressão, ansiedade e muitos outros.

O que mais me marcou quando comecei a série é que foi em um período em que estava com depressão e maratonar as duas temporadas que já tinham saído na época foi uma das poucas coisas que eu tinha vontade de fazer. E, eventualmente, cheguei no episódio primoroso em que Penélope lida com sua depressão e aceita que precisa se cuidar, ao mesmo tempo em que sua mãe entende que a filha tem uma doença que precisa de tratamento. Eu chorei como um bebê ao me identificar com o episódio e ao ver como eles trataram o tema de uma forma tão respeitosa, clara e precisa. É um episódio de salvar vidas.

A terceira temporada desta série maravilhosa saiu recentemente e, como boa fã, já maratonei. A segunda temporada terminou com fortes emoções e creio que outros fãs além de mim estavam com medo do clima que teriam os novos episódios. A surpresa é que conseguiram manter a energia "pra cima" da série e continuar trazendo temas fortes para a mesa. Muita coisa se resolveu e muitas emoções apareceram, mas o clima descontraído e de esperança estava lá.

Esta série é isto. Esperança.

Sem querer dar spoilers, vou falar brevemente algumas coisas que aparecem na temporada. Temos Alex e Elena amadurecendo, com destaque para o enredo de Alex na temporada que me foi muito comovente: o garotinho do começo é um rapaz agora, com jogo de cintura. Entre os tópicos muito importantes retratados, vemos a ansiedade. Adorei o modo como representaram o problema e como os personagens lidaram com ele. Os relacionamentos entre familiares continuam com os altos e baixos e sempre terminando com aquele gostinho de "comunicação é tudo". E, preciso dizer, Schneider... O que é ver o rapaz completamente feliz em se ver cada dia mais parte da família?

A terceira temporada vem, de novo, com aquela força que te faz colar a cara na tela sem querer piscar um segundo. "O que eles vão fazer agora?" você pensa e vai para o próximo. Após episódios com a qualidade que estes tiveram (em todos os aspectos: roteiro, direção, atuação...), está claro que One Day at a Time continuará sendo minha indicação para todos, independente do perfil, que queiram vinte minutos de coração aquecido.

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